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      Resumo histórico da Silésia
      dos séculos XIII até XVII
      

      
      A Silésia se encontra no alto vale do Rio Odra (Oder). E´ a região ao redor da cidade de Wroclaw (Breslau). Pertence hoje a Polônia. Sua história foi muito movimentada.
      
      Já na Idade Média a Silésia fazia parte da Polônia. Os PIASTAS (a mais antiga dinastia polonesa) governavam do século X até 1370. Devido a partilhas de herança na Polônia os diversos Estados se tornaram mais e mais independentes. Isto vale especialmente da Silésia, cujos duques, desde 1163, gozavam de grande autonomia.
      
      Do século XIII são conhecidos os seguintes duques: Henrique I, duque da Silésia, faleceu em 19-03-1238. Henrique II, duque de 1238 até 1241, perdeu a vida na batalha de Legnica (Liegnitz) contra os mongóis. Henrique III, duque de 1241 até 1253. E Henrique IV de 1253 até 1290.
      
      Por volta do ano 1200 iniciou forte colonização alemã na Silésia, fomentada pelos duques da Silésia. Estes necessitavam de reforço para proteger seus terrenos. Pois a partir de 1206 os mongóis, sob liderança do Gengis Khan (+1227), devastavam a Ásia. E em 1237 a "Horda Dourada", comandada por Batu (um neto de Gengis Khan), iniciava sua marcha para o Ocidente. Nos anos seguintes atingiu o rio Volga (na Rússia). Dominou os búlgaros. Moscou é pilhada. O mesmo destino tem a Geórgia. Em 1241 a Horda atinge a Polônia. Porém, na batalha de Legnica (Liegnitz) sofre derrota tão violenta que volta para a Ásia.
      
      Nas regiões devastadas então foram colocados os colonizadores alemães. Depois dos lavradores vieram também os artesãos. Imigraram cerca de 175.000 pessoas que fundaram 63 cidades e 1500 povoados alemães.
      
      Estes imigrantes trouxeram o cristianismo, que a partir desta época foi divulgado em larga escala na Silésia. Para ajudar na expansão do cristianismo e o extermínio dos pagãos, Albrecht (o terceiro bispo de Riga, Letônia) havia organizada em 1202 a ordem religiosa dos "Irmãos da Espada" (Schwertbrüder). Esta ordem se uniu, mais tarde, à "Ordem dos Cavaleiros Alemães" (Deutschritter). Para proteger regiões conquistadas edificaram "lugares fortificados" (Feste Plätze), os quais, mais tarde, se tornaram cidades importantes (p.ex. Brzeg = Brieg).
      
      O movimento da Reforma Luterana do século XVI encontrou na Silésia portas abertas. Desenvolveu-se sem intervenção política. Era, portanto, um movimento puramente religioso. Nas regiões de Glogów (Glogau), Swidnica (Schweidnitz) e Jawera (Jauer), que desde 1526 estiveram subordinados diretamente à dinastia alemã dos Habsburger, a causa luterana cresceu com o apoio dos conselheiros nas cidades e dos nobres no interior. A Reforma foi abraçada pelo próprio povo da Silésia; não foi imposta pelos governantes, como acontecia em outras partes da Europa.
      
      A Contra-reforma, movida energicamente pelo bispo Karl da Áustria, levou a maior parte do sul da Silésia de volta ao catolicismo. Com isso causou a divisão confessional na Silésia. A Contra-reforma, em contraste à Reforma, não era um movimento do povo, mas, sim, uma imposição do governo dos Habsburger.
      
      O tratado da paz, assinado em Münster no ano de 1648 (que deu fim à Guerra dos 30 anos), concedeu somente aos habitantes dos principados de Lecnica-Brzeg (Liegntz-Brieg) e Münsterberg-Öls, como também aos habitantes da cidade de Wroclaw (Breslau) a liberdade religiosa de viverem segundo a Confissão de Augsburgo. Todo o resto da Silésia recebeu três Igrejas da Paz (Friedenskirchen) como asilos evangélicos: em Glogów, Jawera e Swidnica.
      
      As demais igrejas evangélicas (cerca de 1200 ao todo) foram confiscadas pelo governo nos anos de 1653/54. Os pastores evangélicos foram expulsos. Em 1666 seguiram as demissões dos professores evangélicos. As pessoas evangélicas sofreram privações dos direitos civis. Essa opressão levou a uma grande onda de emigrações. Mais do que 200 mil pessoas abandonaram a Silésia. Seus lugares, principalmente no sul da Silésia, foram ocupados por polonêses católicos. No ano de 1675 faleceu o último regente da dinastia dos Piastas, o duque de Legnica-Brzeg-Olowa. E logo iniciou também neste ducado a desapropriação das igrejas evangélicas.
      
      A situação mudou de novo após o ano de 1707, depois que o rei da Suécia, Carlos XII, havia obrigado o Imperador José I a assinar a "Convenção de Altranstadt". Em conseqüência 130 igrejas nos principados de Legnica-Brzeg-Olowa e Münsterberg foram devolvidos aos evangélicos.
      Em 1740 Frederico o Grande, rei da Prússia, entrou na Silésia, e deu à Igreja Evangélica nova oportunidade para se reorganizar.
      
      

      Fontes para este resumo histórico:
      1.- "Weltgeschichte" , Hildburghausen, 1887.
      2.- "Knauers Lexikon", München, 1953.
      3.- Artigos "Heinrich", "Polen", "Schlesien" em "Religion in Geschichte und Gegenwart" Tübingen, 1961.
      4.- "Grandes Personagens da História Universal" Volume V, Abril Cultural, São Paulo, 1971.
      
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